Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis
Enviada em 30/07/2023
Ao conceber o projeto de um meio de transporte individual e personalizado, o alemão Karl Benz não poderia imaginar a revolução e impacto que sua invenção no século XIX ainda exerceria mais de duzentos anos depois globalmente. O fato, é que a chegada dos carros transformou a vida, e também a mentalidade das pessoas, hoje mergulhadas em um consumismo exarcebado, e que enxergam no automóvel um símbolo de status e reconhecimento apesar das contradições ambientais produzidas. Surge então o questionamento: o que é possível fazer para reduzir a poluição e relevância do carro no imaginário popular brasileiro?
Inicialmente, as grandes cidades e polos industriais foram geradas com um modelo rodoviário majoritário, algo ainda persistente na periferia capitalista, como o Brasil. Por isso, o primeiro passo em direção a um transporte “mais verde” é uma visão coletiva que utilize as vantagens de recurso nacionais brasileiros a favor da população, ou seja, fomentar tecnologia soberana e pública que tenha as características particulares de terreno do Brasil em mente, algo que pode ser alcançado com uma indústria nacional mais robusta e autônoma.
Porém, reduzir o impacto e quantidade de automóveis também passa em inovar com novas visões de mundo e gosto para a população. Por exemplo, segundo a Serasa, mais de 70% das famílias brasileiras se encontram endividadas, principalmente em parcelas abusivas de automóveis. O desejo de consumo gerado pela indústria automobilística é tal que na cidade de SP, segundo o Departamento de Trânsito da cidade, o congestionamento semanal médio ultrapassa duzentos quilômetros, percebe - se que não somente a ausência de um transporte público de qualidade, mas também a de promoção de uma visão consumista acabam com consolidar o trânsito, mortes e uma indústria cultural exclusiva do automóvel.
Portanto, a nível nacional, o Ministério da Indústria e do Transporte devem buscar o diálogo com os Estados e fomentar via Governo Federal a ciência e novas tecnologias para o transporte público. Isso pode ser alcançado por trabalhos educativos e estudos de caso de como fazer essa adaptação, tendo como finalidade última uma melhora da produção nacional, novos empregos e uso consciente de recursos naturais únicos brasileiros, proprocionando a abolição futura dos carros.