Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis

Enviada em 04/08/2023

Políticas como os créditos de carbono têm como objetivo reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Entretanto, tais acordos por si só não são suficientes para minimizar os impactos diários ocasionados pela poluição automotiva. Dessa forma, é necessário debater sobre caminhos para reduzir a problemática que causa danos irrevessíveis à sociedade e ao meio ambiente.

Em primeiro plano, é importante ressaltar o poder da informação para impulsionar a mudança de comportamento. No filme " Não olhe para cima", da Netflix, é visto como a mídia e políticos minimizam ou descreem de uma situação caótica, enquanto cientistas tentam alertar a população para a vinda de um cometa. Analogamente ao filme, infelizmente, alguns políticos e artistas brasileiros não sabem - ou fingem não saber - dos impactos hodiernos da emissão de carbono para o futuro das condições climáticas, o que gera um grande atraso para a adoção de ações que minimizem os danos atuais causados por transportes individuais movidos à combustíveis fósseis. Dessa forma, é inadimissível que esse cenário perpetue por muito tempo, haja vista que o destino do planeta está em jogo.

Em paralelo ao exposto, é de grande benefício compreender que a falta de investimento é um dos fatores principais para a estagnação de pesquisas com novas fontes de energia. Diante disso, o corte orçamentário da educação superior é agressivamente prejudicial para o avanço de novas tecnlogias que tenham por objetivo a produção de energia limpa e segura. Assim sendo, caso não haja a redução da emissão de poluentes até 2050, especialistas apontam que a temperatura do planeta pode subir em até 2 graus celsius em alguns locais. Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas, pois caso as previsões estejam corretas, com o aumento da temperatura, as mudanças climáticas afetará não só os países mais pobres, mas também as grandes metrópoles e a economia mundial.

Contudo, é necessário que o Estado, por meio dos ministérios de minas e energia e educação, disponibilizem incentivos fiscais para pesquisas científicas voltadas ao desenvolvimento de fontes limpas de combustíveis. Tais medidas devem favorecer produção de veículos menos poluentes para que o Brasil consiga estabelecer seu compromisso com o protocolo de kyoto, o qual é um dos signatários.