Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis
Enviada em 17/10/2023
De acordo com o filósofo Francis Bacon, “O homem deve criar oportunidades e não somente encontrá-las”. Sob esse viés, a crítica de Francis é verificada na questão dos desafios da poluição urbana por automóveis, já que o excesso de veículos na sociedade impacta no meio ambiente e saúde da população, uma vez que gases poluentes são excretados. Nesse sentido, observa-se um delicado problema com contornos específicos, o silenciamento e a lógica capitalista.
Nesse ínterim, em primeira análise, a falta do debate é um desafio presente na problemática. Isso ocorre porque a máquina estatal consoante o sociólogo Bauman, tornou-se uma instituição “zumbi”, ou seja, ao não ensinar acerca dos prejuízos desses veículos, uma vez que causam impactos socioeconômicos, na saúde, congestionamento no tráfego e dependência por combustíveis fósseis, o Estado perde sua função de instruir os brasileiros, concebendo a desinformação da maioria. Assim, urge tirar esse estado de “zumbi”, como aponta o pensador.
Em paralelo, é imperativo ressaltar a priorização de interesses financeiros como promotor do problema. De acordo com Karl Marx os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Partindo desse pressuposto, é nítida a veracidade da crítica, uma vez que as instituições se mostram absortas em lucros financeiros e produtividade célere, visando a privilegiação na fabricação de automóveis deliberadamente, sem outras inovações. Sendo nítido que a influência errônea do capitalismo contribui para esse quadro deletério. Sendo assim, inverter a lógica e colocar os diretos humanos em primeiro lugar é urgente.
Por conseguinte, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o Poder Público deve investir em informação sobre esses desafios no meio urbano, por meio da destinação de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos. Ademais, o Ministério de Transportes deve promover a criação de ciclovias em áreas estratégicas, incentivo ao uso de transportes públicos, veículos elétricos e adoção de tecnologias mais limpas. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas mídias de massa para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema. Dessa maneira, o Brasil poderá ter mais “oportunidades”, como aponta Francis.