Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis

Enviada em 17/10/2023

De acordo com o cantor Bob Dylan, “Quantos ouvidos o homem deve ter para que possa escutar o choro do povo?”. De maneira análoga a isso, a crítica de Dylan é verificada na questão da poluição provocada por automóveis, uma vez que esses veículos emitem uma variedade de poluentes na atmosfera, o que ocasiona na degradação da qualidade do ar e provoca mudanças climáticas negativas, afetando toda a população. Nesse prisma, destaca-se dois aspectos o silenciamento da problemática e a lógica capitalista.

Em primeira análise evidencia-se, a falta do debate é um desafio presente na problemática. Sob essa ótica, Isaac Newton explica com a sua criação da Lei de Inércia que um objeto tende a ficar em repouso até que uma força seja aplicada sobre ele. Indubitavelmente, há presente na sociedade a negligenciação das condições dos indivíduos que sofrem com a problemas respiratórios, com o congestionamento diário, a poluição sonora e as empresas que dependem dos combustíveis fósseis, visto que pouco se fala sobre a pauta nas escolas e mídias de massas, concebendo a desinformação da maioria dos brasileiros. Dessa forma, é necessário tirar essa situação da inércia para atuar sobre ela, como defende o cientista.

Além disso, é notório que a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange ao problema. Desse modo, para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida na questão em destaque, visto que devido a falta de planejamento estratégico, falta de investimento e aumento de inflações, visando postergar gastos e tempo, a qualidade de vida urbana se torna algo desprezado. Consoante a isso, inverter a lógica e colocar os direitos humanos em primeiro lugar é urgente.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham intervir sobre o problema. Dessa forma, cabe o Poder Público deve investir em informação sobre esses desafios no meio urbano, por meio da destinação de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos. Ademais, o Ministério de Transportes deve promover o incentivo ao uso de transporte público. Somente assim, o Brasil poderá ter mais reestruturação, como aponta Dylan.