Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis

Enviada em 16/10/2023

Carlos Drumond, em seu poema “no meio do caminho”, retrata os obstáculos que as pessoas encontram na vida, descrita como um “caminho”. Embora o contexto do poema não tenha sido escrito do viés social, entende-se essa pedra como uma metáfora de tudo que representa entraves na vida, como é o caso da poluição provocada por automóveis. No sentido de que esse é um problema social que persiste sem solução, devido à falta de regulamentações eficazes e à falta de conscientização dos cidadãos.

Nesse contexto, é necessário salientar que o silenciamento social é causa dessa problematização. A respeito disso, a cronista brasileira Martha Medeiros teceu a crítica social, quando afirmou que “silenciamos aquilo que não queremos que venha à tona”. Sobre isso, em relação à poluição provocada por automóveis, o poder público não dá a devida atenção ao problema para que não seja preciso lidar com os pormenores desse entrave.

Assim, o Estado demonstra a falta de políticas públicas eficazes para resolver o problema da poluição por automóveis. Contrariando a visão de Abraham Lincoln de que a política deve servir ao povo, a ausência de ações e metas públicas para reduzir as emissões de poluentes automotivos agrava a poluição do ar, afetando a saúde e a qualidade de vida da população. Este é um problema socioeconômico significativo que poderia ser resolvido com maior engajamento do Estado.

Portanto, é dever da mídia grande divisora de informação e principal veículo formador de opinião assumir seu papel de agente social para as questões da cidadania, como é o caso da poluição provocada pelos automóveis, por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade da temática, com o intuito de reduzir os estereotipos e o silêncio em relação ao assunto.