Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis
Enviada em 08/10/2023
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, a poluição provocada por automóveis impede que os brasileiros usufruam desse direito constitucional. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à emissão do Estado, mas também ao comodismo humano diante desse quadro alarmante.
Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para encontrar caminhos para reduzir a poluição provocada por veículos. Sob a perspetiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado. Ocorre que, no Brasil, os brasileiros estão distantes de vivenciar o benefício previsto pelo pensador. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a qualidade de vida da população é afetada diretamente por consequência da contaminação pelos transportes. Desse modo, faz-se mister reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, o comodismo humano também inviabiliza os caminhos necessários para reduzir essa poluição. De acordo com o documento do Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte, os carros são responsáveis por mais de 72% de emissão de gases, porém realizam o transporte de apenas 30% da população. Essa situação mostra que o comodismo humano influencia no aumento dos gases poluentes e é por essa razão que ações precisam ser tomadas para melhorar a qualidade de vida humana.
É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para incentivar a redução da poluição provocadas por veículos. Dessa forma, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem ensinar os brasileiros a reivindicar melhorias em relação à qualidade de vida humana, por meio de projetos pedagógicos, como minicursos. Essa iniciativa terá a finalidade de instruir aos jovens brasileiros maneiras corretas de utilizar transportes conscientes, além de romper a inércia do Estado e garantir o tratamento digno da população brasileira.