Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis
Enviada em 26/10/2023
O Protocolo de Kyoto é um tratado internacional que versa sobre medidas para a diminuição da emissão de gases poluentes, como metano e gás carbônico, o qual foi acatado pelo Brasil, visto que tais substâncias intensificam o efeito estufa. Entretanto, mesmo com o comprometimento do Brasil em relação ao protocolo, a poluição ainda persiste, principalmente aquela provocada por automóveis. Diante disso, busca-se, atualmente, caminhos para resolver a problemática, a qual tem como causa a negligência do Estado e, consequentemente, produz danos a saúde.
Em primeira análise, a poluição provocada por veículos ainda persiste devido a negligência do Estado. De acordo com Jean Jacques Rousseau, o Estado é a perso-nificação da vontade geral de uma nação e é seu dever garantir o bem-estar da sociedade. Nesse contexto, observa-se que o Estado brasileiro não está a cumprir o que Rousseau defende, uma vez que a persistência da poluição é reflexo das suas ações, que, desde o governo de Juscelino Kubitschek, prioriza a malha rodoviária ao invez dos modais menos prejudiciais ao meio ambiente, como o transporte ferroviário, fato esse que produz graves consequências, pois o automóvel produz poluição excessiva.
Ademais, afirma-se que uma das consequências provocada por essa poluição é o agravamento de danos a saúde humana. Nesse sentido, por conta da liberação de poluentes, o ar respirável diminui sua qualidade, o que pode provocar doenças pulmonares. Dessa forma, tal realidade é comparada a existente no século XVIII, especificamente no ambiente industrial inglês, que, devido a poluição gerada pelas indústrias, muitos proletariados adoeciam por conta do péssimo ar que respiravam.
Conclui-se, portanto, que é necessário encontrar caminhos para reduzir a polui-ção provocada por automóveis. Diante desse pretexto, o Estado, o qual exerce forte influência no indivíduo, deve, por meio das finanças públicas, investir em meios locomotivos que poluem menos, como carros elétricos e metrôs, a fim de evitar a geração de problemas na saúde do cidadão. Dessa maneira, o Estado estará a exercer o que Rousseau diz ser seu dever, que é produzir o bem-estar social.