Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos
Enviada em 12/08/2026
Desde a construção das primeiras faculdades no Brasil - após a fuga da Corte portuguesa e sua vinda para cá em meados do século XIX - o ensino superior foi sempre muito valorizado como sendo “status” ou a única forma de formação de bons profissionais. Entretanto, assim como no Brasil na época colonial, no contexto hodierno, muitas vezes o estudo em universidades não é acessível a parte da população, que depende de cursos técnicos e profissionalizantes para concluir sua formação após o ensino básico. Sabendo disso, é necessário discutir os caminhos para uma maior valorização dos profissionais formados em cursos técnicos. Para tal feito, é fulcral conscientizar as pessoas sobre o ensino oferecido por eles, e falar sobre a importância que têm para a população em geral.
Primeiramente, é mister que as pessoas saibam que esses cursos técnicos não só oferecem a parte prática, como também a parte teórica, já que há um preconceito quanto aos profissionais qualificados por esses meios, considerados como indivíduos que não sabem a diferença teórica entre dois conceitos, apenas sabem trocar encanamentos, por exemplo. Isso e mais outras formas de preconceito que surgem do desconhecimento popular acerca do ensino promovido pelos cursos qualificantes caracterizam obstáculos para a valorização desses profissionais.
Além disso, faz-se necessária a discussão sobre a importância que esses cursos têm para as pessoas que não têm a oportunidade de fazer uma graduação em uma faculdade, devido ao tempo extenso que um curso de Engenharia, por exemplo, leva até a formação completa em uma dessas instituições, ou à distância demasiada da população até as universidades, ou até mesmo devido ao preço dos materiais, nas universidades. Essa conscientização levaria os indivíduos que não valorizam o ensino e os profissionais formados em cursos técnicos a repensarem sobre isso.
Em suma, é fulcral que o Governo Federal - órgão responsável por toda organizaçõa e administração pública - crie, por meio de investimentos e dos impostos da população, campanhas publicitárias que promovam o reconhecimento dos profissionais formados em cursos técnicos e o fim do “monopólio” das universidades.