Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos
Enviada em 01/11/2023
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos têm direito à educação, sendo dever do Estado e da sociedade incentivá-la. Entretanto, infelizmente, a atua-lidade não espelha tal ideal, na medida em que há a propagação do preconceito em relação à qualidade dos profissicionais técnicos. Assim, é basiliar combater a super-valorização da graduação em detrimento da instrução técnica, já que ambas geram profissionais capacitados no país.
Sob esse viés, é necessário analisar o passado elitista educacional do Brasil. Nes-se sentido, o período colonial criou o senso comum que relaciona a graduação no ensino superior como sinônimo de status social, pois apenas a elite portuguesa dis-punha de capital para os estudos fora do território colonial e, mais tarde, real. No entanto, democratizando o acesso à educação, os cursos de curta duração foram criados, desistabilizando a ideia de a formação ser cara. Ademais, por ser “técnico”, o profissional terá um menor tempo de curso e assim, caso seja um estudo e/ou trabalho por questões financeiras, terá retorno do investimento na educação em um tempo menor quando comparado à graduação.
Em consequência da ótica exposta, é de extrema importância combater o precon-ceito em relação ao conhecimento dos técnicos formados, haja vista que não há ca-rência de habilidades. Na esteira desse processo, em um país onde mais de 30% da população jovem e adulta não termina os estudos, segundo dados do IBGE, é vice-ral que a desistência seja mitigada. Dessa forma, os cursos de curta duração serão um meio para evitar essa “fuga” estudantil, visto que na sociedade atual os estudos são vistos como algo caro e para poucos, herança essa do período colonial. Portan-to, os cursos são ricos em habilidades necessárias aos estudantes, pois focam no ingresso democrático dos mesmo no meio trabalhista.
Urge, por fim, que haja um maior incentivo para a formação de profissionais técnicos na nação, seguindo, assim, a lei. Para isso, o Estado, na figura do Ministé-rio da Educação, deve criar projetos que busquem estimular o acesso aos cursos técnicos. Tal medida deve ser feita por meio de palestras nas escolas para que rompa-se com o senso comum oriundo da época colonial. Com isso, a pátria cumprirá com as diretrizes da Constituição Cidadã.