Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos

Enviada em 26/04/2024

A desvalorização dos profissionais formados em cursos técnicos, no Brasil, se faz uma realidade um tanto quanto problemática. Os cargos que demandam mão de obra especializada nesse nível, muitas vezes, são ocupados por pessoas sem a qualificação necessária, o que acaba por desvalorizar ainda mais a classe. Dessa forma, a insuficiência legislativa e o legado histórico são agravantes da situação destacada.

Em primeiro lugar, a insuficiência legislativa é um importante ponto negativo para o caso. Isso porque, a falta de leis mais específicas acerca do empregado nível técnico abre margem para a contratação de pessoas desqualificadas. Nesse sentido, é claro na lei que as atribuições de, por exemplo, um administrador não podem ser exercidas por alguém sem o título. Entretanto, quando se trata do tecnólogo, não é raro encontrar colaboradores não qualificados exercendo as funções específicas de uma classe em uma empresa.

Ademais, o legado histórico traz uma falsa perspectiva de inferioridade aos cargos técnicos. Ou seja, está instalada na sociedade a ideia de que os cursos abaixo do nível bacharelado não trazem poderes social e aquisitivo. Assim, embora a demanda seja maior para os cargos de nível tecnólogo, a formação em bacharel são escolhidas prioritariamente, o que contribui para a desvalorização da classe pela influência da mentalidade social.

Logo, fica claro a necessidade de se desenvolver caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos no Brasil. Então, é fundamental a criação de projetos de lei que contemplem a questão, pelas comissões da Câmara e do Senado. Para tanto, tais leis devem punir empresas que empreguem o profissional sem as habilidades competentes para o cargo em detrimento do técnico formado. Outrossim, essa medida valorizará a classe em questão e garantirá, não só mais vagas, como também gerará procura pelos cursos e visibilidade aos cargos de tecnólogos.