Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos
Enviada em 02/11/2023
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele”. A frase da filósofa Simone de Beauvoir evidencia que o maior problema social é o conformismo diante de suas mazelas. Partindo desse pressuposto, essa problemática adquire novos contrastes, em que o conformismo social e a ineficiência governamental são os principais motivadores para a perpetuação da desvalorização dos profissionais técnicos no Brasil. Dessa maneira, é imprescindíveis analisar esses aspectos na atual sociedade brasileira.
Diante desse cenário, pode-se citar a obra “Ensaio sobre a cegueira” do autor José Saramago que descreve uma cidade fictícia na qual as pessoas vão ficando cegas. Na grama, o autor usa dessa alegoria para criticar a falta de cooperação e altruísmo, em que os individuos se preocupam cada vez menos com o bem-estar social. Ao transpor a ficção para a realidade, percebe-se que a obra exemplifica a realidade vivenciada no poás, onde a ausência de consciência social limita a superação dessa mazela, sendo inaceitável que o conformismo coletivo continue a ser um dos motores desse problema.
Em segunda análise, convém ressaltar que a ineficiência governamental é outro motivador para a desvalorização dos cursos técnicos no país. Segundo o filósofo John Loocke, a inércia do Estado se configura como uma violação do “contrato social”, já que ele deixa de cumprir sua função de garantir aos cidadãos seus direitos indispensáveis e por conseguinte colabora para a perpetuação desse problema social. Nessa pespectica, é intolerável que o Estado se mantenha passível diante da continuidade da desvalorização dos profissionais técnicos e não assuma o seu papel no “contrato social”.
Logo, tendo em vista essa problemática, é necessário que o governo, por meio dos ministérios do Trabalho e da Economia, promovam a valorização dos cursos técnicos mediante a campanhas publicitárias e a incentivos fiscais para a incentivar a contratação desses profissionais para desse modo, asseguram o seu reconhecimento e valorização, assim, rompendo com a inércia governamental e assegurando o não conformismo social diante desse mazela coletiva.