Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos

Enviada em 03/11/2023

A partir do século XXI, no mundo globalizado e no Brasil, houve avanço considerável da tecnologia da educação - como os cursos técnicos - os quais aumentaram o acesso à educação na fase adulta. Contudo, no Brasil contemporâneo, nota-se que tal panorama positivo não se instalou ausento de preconceitos para com os profissionais técnicos. Dessa maneira, é válido ressaltar uma das principais causas: a elitização que gera, por consequência, a desigualdade.

Diante desse cenário, pode-se postular a visão eletista como um impulsionador direto para a desvalorização dessa parcela da sociedade brasileira. Segundo os sociólogos Vilfredo Pareto e Gaeltano Mosca o mundo é separado por duas forças: a elite e a não elite. Na qual a elite usa das classes inferiores - os quais não são atendidos - e tomam o seu poder. Sob essa óptica, o cenário brasileiro vai ao encontro das ideias de Pareto e Mosca, quando notável o desvalor empregado ao profissionais de formação técnica no mercado de trabalho, uma vez que os mesmo após anos de estudo não tem seu reconhecimento em suas respectivas áreas, a exemplo de, profissionais técnicos na área de sáude - enfermagem, radiologia, cozinha - os quais, não recebem uma oferta salárial igualitária dos demais de profissionais de graduação. Nesse sentido, é licito dizer que tal cenário gera posteriormente uma visão deturpada para futuros profissionais técnicos, sendo assim, ações resgatáveis são necessárias na causa da problemática.

Ademais, é pertinente dizer que a dispariedade social é decorrência do poder elitista sobre a sociedade. Para Marther Luther King o acontecimento isolado de uma injustiça afeta de forma contundente a toda uma sociedade. Sob esse viés, verifica-se, no Brasil, que a desigualdade social é fruto das injustiças cometidas com a minoria, como a falta de oportunidade para profissionais formados. Assim, evidencia-se a necessidade de ações tangíveis e verificadas na problemática.

Portanto, são de extrema importância que ações de reconhecimento e valorização, a encargo do Estado juntamente ao ministério do trabalho devam ser tomadas, por meio da criação de leis trabalhistas, que façam as empresas aceitarem um quantidade de profissionais técnicos, afim de que os profissionais possam atuar em seus respectivos trabalhos e a desigualdade social seja amenizada.