Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos

Enviada em 03/03/2024

Os cursos técnicos são bastante acessíveis, em sua maioria, e surgiram com a finalidade de suprir o mercado em áreas específicas, como a saúde e elétrica. No que cerne essa temática, porém, nota-se um dilema já que, apesar de surgir com esse objetivo, hoje o mercado se encontra superlotado, dificultando a localização de vagas disponíveis. Além disso, vê-se hoje que empresas tem preferido não ter vínculo empregadício com seus funcionários, dificultando a valorização desses.

Com a superlotação do mercado, e tomando como base o princípio da oferta e da demanda dentro do mercado financeiro, é usual que quanto mais acessível e disponível o produto ou serviço estão, menor será o lucro aplicado a ele. Assim ocorre com os funcionários dentro da área: trabalhando com ofertas de serviço, mas sem o retorno financeiro equivalente, devido à alta oferta. Sendo assim, muitos operam como microempreendedores individuais, sem garantias que o regime CLT oferta.

Além disso, vale ressaltar o impasse para garantir vagas dentro do mercado de trabalho, posto que, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o desemprego em áreas técnicas tem sido pior que a taxa média de desocupação medida pelo IBGE. Por isso, a procura de vagas para ocupar cargos técnicos se esvai e mostra-se mais extinta.

Dado o exposto, é de grande valia buscar medidas que mitiguem os problemas decorrentes da extinção de vagas e regimes de trabalho sem garantias. Com isso, julga-se necessário a ampliação da oferta de empregos técnicos em todo o país, envolvendo hospitais e instituições públicas, com a realização de concursos públicos de Estado e Município para abarcar parcela dos formados e, assim, suprir carências de oferta de serviço e a eminente garantia de direitos dos prestadores.

Outrossim, uma medida efetiva e aplicável seria a sensibilização elaborada pelo Governo Federal por meio de publicidade mediante teletransmissão em TVs e aplicativos de redes sociais sobre o serviço prestado por esses técnicos disponíveis em mercado, portando conhecimento a possíveis empregadores, assim reduzindo a desinformação e desemprego dos técnicos e o dando maior valorização.