Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos
Enviada em 07/03/2024
Atualmente, o ensino superior é amplamente considerado como a única e melhor forma de se tornar um profissional qualificado, e isso é verdade, mas não porque a faculdade é realmente tão importante e eficiente no ensino, mas sim por pressões sociais.
De acordo com Aristóteles, “O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.” A frase dita em seu livro “Ética a Nicômaco” pode ser relacionada à essa pressão exercida pela sociedade e pelos pais sobre os jovens, que pode ocasionar em um profissional que trabalha em uma área a qual não é de seu real interesse. Para isso que existem os cursos técnicos, que abrangem àreas profissinais muito mais diversificadas.
Entretando, a falta de valorização dos profissionais formados nessa área é um fator que impulsiona ainda mais o “preconceito” da sociedade contra esses cursos, e consequentemente a supervalorização das faculdades, por isso a frase de Aristóteles é tão importante, pois ela ressalta o que realmente importa, a experiência e o conhecimento, e não onde a pessoa estudou.
Nesse sentido, o Ministério da Educação (MEC) pode desempenhar um papel crucial ao investir mais recursos e atenção nos cursos técnicos. Isso não apenas beneficiaria os estudantes desses cursos, mas também seus professores e instituições. Com mais investimentos e incentivos, haveria um aumento significativo no interesse da população por esse tipo de ensino, o que reduziria a supervalorização do ensino superior, tornando a faculdade uma opção mais equilibrada e não uma obrigação.