Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos

Enviada em 07/03/2024

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa desvalorização dos profissionais formados em cursos técnicos, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de peso de uma graduação em uma faculdade, seja pela falta de vagas para de emprego para pessoas que tem um curso técnico. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a diferença de níveis entre uma pessoa que tem curso técnico e uma pessoa que tem um diploma de faculdade rompe essa harmonia, haja vista que muitas pessoas não tem condição de pagar uma faculdade para ter uma graduação.

Outrossim, destaca-se o a falta de emprego para estas como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que existe uma exclusão desta classe de técnicos.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deve a maior inclusão desses trabalhadores promovendo a valorização desses profissionais. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate a exclusão social a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.