Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos

Enviada em 26/04/2024

De acordo com o conceito de “solidariedade orgânica” do sociólogo “Emile Durkheim”, em uma sociedade desenvolvida há uma interdependência entre os indivíduos, na qual,mesmo que inconscientemente, utilizam-se de suas diferenças laborais e sociais para o progresso de todos. Nessa ótica, todavia, isso não ocorre na realidade devido a desvalorização dos profissionais técnicos no Brasil, os quais são mal remunerados e taxados de inferiores as outras profissões. Dessa forma é preciso discutir o proconceito e o desemprego no país.

Em primeiro lugar, segundo a Constituição Federal de 1988, não é tolerado no território qualquer atitude discriminatória. Contudo, isso não passa do plano teórico, visto que os trabalhadores técnicos são negligenciados na Nação, pois são considerados menos capazes do que cidadãos com ensino superior e ,por isso, são constantemente discriminados. Assim, como retratado na música “Cidadão” do cantor “Zé Ramalho”, na qual o pedreiro não pode apreciar o prédio que ajudou a construir, da mesma forma os técnicos são menosprezados em seus feitos.

Ademais, assim como dito por “Machado de Assis”,em “Memórias Postumas de Bráz Cubas”,“no dia em que a universidade me deu um diploma… confesso que me senti ao mesmo tempo enganado e orgulhoso”. Semelhantemente, mesmo após sua formação, por causa da alta taxa de desemprego, os profissionais técnicos são esquecidos pelas empresas, pois devido a poucas oportunidades, elas preferem contratar candidatos com curso superior. Dessa maneira, por consequência de aspectos economicos, mesmo bons trabalhadores não são contratados.

Portanto, é preciso valorizar os profissionais técnicos na sociedade. Para isso, é necessário que as escolas ensinem a importância ds cursos profissionalizantes para os alunos,especialmente para aqueles indescisos em relação a universidade, com o fito de acabar com o preconceito contra as escolas técnicas. Outrossim, o Governo Federal deve facilitar o processo de criação de microempresas, por meio da diminuição de impostos e da desburocratização do processo de abertura, para que, com mais oportunidade de emprego, os técnicos sejam enobrecidos. Assim, o descrito por Durkheim seja verdadeiro.