Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos
Enviada em 22/08/2024
Segundo Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, a educação é a arma mais eficaz para mudar o mundo. Entretanto, no Brasil, essa ideia é enfraquecida pela desvalorização dos profissionais formados em cursos técnicos. Esse quadro é promovido pela omissão estatal e o escasso reconhecimento social. Desse modo, medidas são necessárias para reverter esse cenário.
Em primeira análise, tem-se o descaso estatal em garantir as plenas condições para a conclusão do ensino técnico e a preparação para o mercado de trabalho. De acordo com o Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade de um país, o Brasil está entre os dez mais desiguais do mundo. Esse fato é evidenciado nas estatísticas de evasão escolar. Muitos jovens precisam abandonar os estudos para ajudar no sustento da família, dificultando a conclusão do ensino médio e técnico. Dessa forma, a falta de ações governamentais que incentivem a permanência desses alunos nas escolas contribui para a desvalorização da formação técnica.
Ademais, tem-se a falta de reconhecimento social. Segundo o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Diante dessa premissa, o preconceito está presente na visão do senso comum de que o curso técnico é inferior a graduação universitária, o que leva a desvalorização dos profissionais dessa área. Assim, medidas são necessárias para mudar essa mentalidade social.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos. Para isso, é preciso que o Tribuna de Contas da União destine capital que, por intermédio do Ministério da Educação será revertido em ações que visem valorizar a formação técnica e mitigar as desigualdades sociais, com incentivos às famílias menos abastadas para que os alunos permanençam nas escolas. Além disso, deve-se implementar propagandas informativas nas escolas e nas grandes mídias com o intuito de trazer conhecimento para população e mudar a mentalidade social acerca dos cursos técnicos. Dessa forma, em médio e longo prazo, haverá a valorização dessa formação.