Caminhos para valorizar os profissionais formados em cursos técnicos
Enviada em 07/03/2025
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante de todo o país, prevê em seu artigo 6º, o direito ao trabalho digno como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a baixa valorização dos profissionais formados em cursos técnicos. Diante disso, faz-se imperioso analisar como a falta de ações por parte do Estado e de propagandas da mídia contribuem com esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se salientar a ausência de medidas governamentais como fator que fomenta a permanência desse problema. Nesse sentido, a desvalorização dos cidadãos que possuem apenas formações em cursos técnicos contribui para que esses profissionais não sejam tão valorizados e seus trabalhos sejam vistos com menos apreço. Essa conjuntura, segundo os ideais do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social” já que o Estado não cumpre seu papel de promover a igualdade e a dignidade para todos os brasileiros. Dessarte, assim tornando evidente a clara discriminação que alguns trabalhadores enfrentam diariamente.
Ademais, é fundamental apontar a falta de propagandas da mídia como um impulsionador desse cenário no Brasil. Segundo o portal de notícias G1, para a maioria dos brasileiros, os profissionais com ensino superior completo são vistos como mais competentes e capacitados do que aqueles que possuem apenas formação técnica. Diante de tal exposto fica claro como tal disparidade de tratamento se faz presente na vida desses trabalhadores e impacta diretamente no modo como eles serão vistos pelas pessoas que necessitam dos seus serviços. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, fica clara a necessidade de medidas para reverter a situação. Assim, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com a mídia, por intermédio da utilização de verba pública, destine ações voltadas para valorização dos profissionais com formação técnica, a fim de mudar a forma como esses servidores são percebidos pela sociedade e, assim, promover uma maior reconhecimento da sua capacitação e das suas habilidades. Dessa maneira, a consolidar um Estado de segue os preceitos do “contrato social” de John Locke.