Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país
Enviada em 27/02/2023
“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. A afirmação feita pelo dramaturgo Oscar Wilde, pode ser aplicada aos impasses que originam as catástrofes sociopolíticas, já que é a falta de incômodo diante dessa vicissitude que a consolida como um regresso. Nesse sentido, tal situação de indiferença tem como origem inegável o histórico segregacionista e elitista da sociedade. Assim, não só a negligência governamental como também a omissão midiática contribuem para a naturalização desse óbice.
À princípio, é fulcral ressaltar a indolência do governo em promover medidas para amenizar esse imbróglio, visto que tal entidade não disponibiliza verbas para as escolas aplicarem palestras, cursos e aulas sobre a importância de conhecer a história do próprio país. Sob esse viés, cabe lembrar da ditadura militar brasileira, em que por falta de acesso ao conhecimento e desinformação a imagem do governante era passada de modo carismático com o intuito de conquistar a população. Contudo, a enorme censura vivenciada naquela época causou a morte de inúmeras pessoas que não eram a favor do que o Estado pregava.
Ademais, corrobora-se que a omissão da mídia é um dos principais agravantes para essas catástrofes, isso porque com diversos cidadãos desconhecendo as raízes históricas do passado de sua região faz com que se perca a noção da probabilidade de futuras grandes crises. Diante desse cenário, salienta-se o Nazismo alemão e facismo italiano, os quais se ascenderam por meio do nacionalismo exacerbado e utilizaram a mídia como canal de comunicação, fazendo com que diversos cidadãos apoiassem ambas as causas por falta de entendimento da gravidade das crises.
Portanto, é dever do governo federal, na condição de garantidor dos direitos dos cidadãos, promover medidas para solucionar esse problema. Para tanto, é primordial que seja transmitido nas escolas e canais de comuicação o passado histórico dos países, por meio de trabalhos, cursos, palestras e filmes, visando desse modo, reduzir as chances de possíveis guerras, aumentar a coesão e bem-estar social e ratificar a afirmação de que é pela insatisfação do povo que uma nação mudará.