Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país
Enviada em 01/03/2023
No livro “1984”, do escritor George Orwell, é retratado um cenário tomado pelo totalitarismo, no qual não há brecha para o pensamento individual de forma crítica, e sim somente o pensamento defendido pelo denominado “Grande Irmão”, personagem que representa o líder da nação. Assim sendo, o livro aborda a manipulação da verdade, através do apagamento de dados e vestígios do passado que possam contrariar a palavra pregada pelo “Grande Irmão”. Paradoxalmente, enfrenta-se no século XXI a questão da reincidência de erros cometidos no passado e a alienação ideológica do indivíduo diante da sociedade em que vive.
Mormente, destaca-se a necessidade de uma educação adequada. Sob tal perspectiva, é notório que a educação desenvolve uma gama de papéis cruciais para o desenvolvimento social, dentre eles está a capacidade da educação em desenvolver o raciocínio crítico de um indivíduo através do conhecimento. Isto posto, conclui-se que a defasagem educacional corrobora a recorrência de acontecimentos históricos através da ignorância de uma nação, que pode vir a reproduzir os equívocos cometidos outrora. Logo, é explícito que educar é também progredir, tal qual afirmou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo.
Outrossim, a alienação ideológica na era digital corrobora o impasse. Nesse viés, é evidente que a alienação do ser humano agrava a reincidência de fatos ocorridos, haja vista que, tal como estudaram os pensadores da Escola de Frankfurt no conceito de “Industria Cultural”, a produção de cultura como mercadoria de consumo em massa fortalece também o pensamento massivo. Por conseguinte, a disseminação do “senso comum” reforça crenças populares e afasta o conhecimento científico de uma nação, apartando ainda mais o cidadão de um senso crítico que possibilite a análise dos problemas da sociedade em que vive.
Portanto, é mister que a Organização das Nações Unidas equipare as condições educacionais em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, por meio de um plano de metas traçado para o âmbito educacional, levando em consideração as condições econômicas, geográficas e sociais de cada país, de modo a democratizar o acesso à educação e assim possibilitar o avanço das respectivas nações.