Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país

Enviada em 03/03/2023

O Brasil, assim como qualquer outro país, possui momentos marcantes positiva e negativamente em sua históra. Por motivos políticos e ideológicos, surgem tentativas de mascarar os momentos ruins e isso impede que catástrofes sociopolíticas que já ocorrreram não voltem a ocorrer. Desse modo, é importante compreender o passado e combater ideias errôneas que surgem e se espalham no país.

O cientista estadunidense Carl Sagan, em seu livro “O mundo assombrado pelos demônios” retrata a sociedade contemporânea como composta por diversas correntes ideológicas perigosas, dentre elas a negacionista. Nesse contexto, podemos destacar no Brasil atual uma corrente negacionista voltada à prórpria história do país, que tenta mascarar fatos históricos importantes, como as torturas que ocorreram no período da Ditadura Militar de 1964, para a criação de uma narrativa política. Isso enseja uma realidade hostil pela frequencia com que ocorre.

Essas correntes ideológicas geram uma luta para a ruptura de sua dissemina-ção. Isso ocorre devido a importância de conhecer a história do próprio país, para que os erros cometidos no passado não voltem a ocorrer. É o que defende a soció-loga Hannah Arendt em seu livro “As Origens do Totalitarismo”, em que narra todo o contexto da Alemanha nazista e da ascenção das ideologias de extrema direita na Europa, bem como o combate dessas ideologias com base em uma educação retroativa de qualidadade.

Diante o exposto, é importante que a distorção da história do país seja combatida e uma educação de qualidade, que ensine sobre o passado real do país seja aplicada. Nesse sentido, cabe aos cursos de licenciatura de História adequar os professores para que saibam lecionar sobre a história, retroativamente. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de palestras promovidas em escolas públicas e privadas, ensinar sobre a importância do ensino na história do próprio país e o combate a ideologias negacionistas. Tais palestras devem ocorrer por meio de professores e cientistas capacitados. Só assim, um Brasil que reconhece o próprio passado e o utiliza para a construção de um novo futuro será formado.