Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país

Enviada em 16/03/2023

De acordo com Leymah Gbowee, ativista africana e ganhadora do Nobel da Paz, diz que para os jovens exigirem mudanças polícias e realizarem manifestações, eles devem entender o contexto em que vivem, saber a história sobre onde vieram e as origens da organização socioeconômica que estão inseridos, pois só entendendo esses processos que eles irão ter o poder do conhecimento para usar como arma para com a estrutura que eles estão querendo mudar.

No Brasil, o incentivo a cerca do ensino da história e o financiamento de melhoras no acesso a o acervo de estudos acadêmicos veem sendo escanteados a um bom tempo. Uma visão muito comum que a sociedade reproduz é de que a história é um tema de segunda categoria a ser estudado, pois não forma indivíduos para o mercado de trabalho que irão atuar em vagas amplas ou que deem uma possível ascensão social, então um discurso que parte da sociedade defendeu por um tempo foi a substituição dessa matéria e de outras sobre estudos da ciencias humanas por matérias mais “úteis”, como ensinos ligados a educação financeira, por exemplo. A Reforma do Ensino Médio, aprovada em 2017 pelo governo Temer e entrando em vigor em 2022 no governo Bolsonaro, atendeu justamente a essa demanda. A matéria de história agora passa a ser mestrada em conjunto com filosofia, sociologia e geografia, sendo flexível a carga horária para cada matéria e sendo mestrada por apenas 2 anos.

De tal forma, os futuros formandos terão um aprofundamento raso no entendimento do contexto em que vivem, sendo alienados a uma idéia rasa e mal trabalhada sobre a história de sua sociedade, fazendo com que possam até mesmo aderir a movimentos e ideais que no passado mostraram ser danosos a sociedade brasileira.

Em resumo, para que se possa mudar esse cenário e criar uma sociedade intelectual que tenha acesso a um estudo de qualidade, o Ministério da Educação deve revogar o Novo Ensino Médio em primeira instância, e posteriormente investir em maior divulgação e incentivo dos estudos de história, reformulando a maneira de minestrar aulas e democratizar o acesso a autores e artigos acadêmicos de estudiosos, para formar cidadãos politizados e intelectuais.