Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país

Enviada em 20/05/2023

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste” cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, analisar as consequências das catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país. Nesse sentido, é importante verificar a omissão do Estado e a lacuna educacional.

Diante desse cenário, destaca-se o negacionismo. Segundo o cantor Emicida, o Brasil tem a cultura de esquecer a própria história. Sob esse viés, a falta de estímulo ao pensamento crítico resulta na relativização de crimes contra os direitos humanos durante a trajetória da nação. Desse modo, urge a necessidade de alterações vindas do Estado para que a população possa dar a devida relevância a dominar o passado da nação.

Ademais, as escolas podem reverter o embrólio se forem fortalecidas. De acordo com o educador Paulo Freire " se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda" Nessa perspectiva, o enfraquecimento das aulas de história e Geografia nas escolas, consequentemente, causam um povo sem responsabilidade pela memória da pátria. Assim, desastres sociopolíticos precisam ser barrados antes que o quadro seja reversível.

Por conseguinte, o Estado - na condição de garantidor dos direitos individuais - deve dar visibilidade aos museus nacionais e parques históricos, por meio da criação de apresentações festivas criadas por estudantes e abertas à população, no intuito de levar a todos a chance de conhecer a história dos antepassados. Dessa forma, o Brasil irá se aproximar do ideal de Manoel Barros.