Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país
Enviada em 13/05/2023
Sócrates ao dizer “Só sei que nada sei” reconhece a sua própria ignorância, além disso reflete o seu conhecimento sobre si mesmo. Assim como Sócrates, é necessário que uma nação conheça a si mesma, já que o conhecimento e a história refletem e interferem na forma como os governantes irão lidar com os problemas internos, como a desigualdade econômica e social, ou mesmo a desvalorização da cultura nacional. Dessa forma, é necessário criar medidas que amenizem os impactos dessa desinformação.
É fato que um país que conhece a si mesmo é capaz de combater as desigualdades estruturais do mesmo. Embora a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, tenha como um dos seus objetivos fundamentais diminuir a desigualdade de todo e qualquer tipo, sem o conhecimento histórico-político-social do país não é possível alcançar esse objetivo. Já que, é a partir da história do local que entende-se seus preceitos e preconceitos. Assim, é preciso que haja uma busca pelo conhecimento, ou seja, é preciso que a população e os governantes entendam o processo histórico brasileiro para que esse objetivo seja alcançado.
Além disso, a desvalorização da cultura nacional é uma consequência do processo histórico brasileiro de colonização. A partir da necessidade dos colonizadores de suprimir a cultura brasileira para que não houvesse uma identidade ou mesmo um sentimento de nação dos colonos, a desvalorização tornou-se um movimento crescente. Sem conhecer esse processo histórico não é possível entender, nem combater esse problema estruturado na história brasileira.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação incluir no currículo escolar assuntos que venham tratar das raízes brasileiras, de forma a incentivar o interesse dos alunos pela memória nacional. Por meio de feiras, eventos e gincanas, visando uma valorização cultural da história do país, além de promover uma busca pelo aprendizado. Logo, será possível amenizar as catástrofes sóciopolíticas advindas da pouca importância dada ao conhecimento.