Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país

Enviada em 29/03/2023

O Brasil, entre as décadas de 1960 e 1970, viveu o mais cruel movimento repressor da sua História. O período ficou conhecido como “anos de chumbo”, no devido ao domínio do poder pelo militares. Nesse intervalo de tempo não só as liberdades foram suprimidas, como também pessoas foram mortas. Nesse contexto, filósofo, sociólogos e representantes da cultura nacional usavam de subterfúgios para denunciar a barbárie que acontecia no país.

Antes de tudo vale lembrar uma fato marcante ocorrido no Rio de Janeiro. Em 1970 com o propósito militar de coibir o livre pensamento dos cientistas, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz foram vítimas do chamado “massacre de Manguinhos. Nesse contexto, estudiosos foram perseguidos, exilados e alguns assassinados por não concordarem com os ideais ditatoriais. Desse modo, esse intervalo de aproximadamente 21 anos de ditadura trouxe profundo prejuizo a ciência nacional.

Ademais, qualquer cidadão que que tivesse opiniões proprias sofria severa perseguição do Estado. Então, com o propósito de resistir ao autoritarismo, artistas brasileiros se recusaram a silenciar e reagiram à violência ditatorial com manifestações culturais que até os dias de hoje ecoam denúncias sobre as aberrações sofridas naquele período de vergonha para a História nacional.

A fim de que a ditadura jamais volte a ser cogitada pela população brasileira é necessário que os livros de Hitória sejam incisivos sobre a selvageria daquela fase. Além disso, a União por intermédio do Ministério da Educação deve estimular nas escolas ações que incentivem a análise das composições, poemas, filmes e todas as manifestações culturais produzidas na época. Dessa feita, o conhecimento terá uma abrangência história e cultural e assim o País terá cidadãos conscientes do terror do período ditatorial.