Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país

Enviada em 26/06/2023

De acordo com o filósofo americano George Santayama, “aqueles que não conseguem lembrar do passado, estão condenados a repeti-lo”. Prova disso é a Alemanha nazista, que utilizou a imagem do judeu e os milênios de antisemitismo que a acompanhava para elevar o nacionalismo alemão e dar início à outra Guerra Mundial. Nesse sentido, conhecer a história do país é necessário para que a sociedade continue lutando contra o preconceito e a democracia prospere.

Em primeiro lugar, cabe apontar que os mais impactados pela amnésia coletiva da histórias são as minorias. Como explica Jonathan Sacks, membro da Câmara dos Lordes no Reino Unido, assim que um partido toma uma postura de ódio contra um grupo e não há perda de apoiadores, a democracia é colocada em risco. Dessa maneira, o preconceito social proeniente da negligência histórica pode, rapidamente, remover das minorias o direito humano básico de tratamento igual perante à Lei.

Diante dessa possibilidade, é necessário que a população aprenda com os erros de seu passado atravéz da história. Esta, que apesar de rica e repleta de sabedoria, para muitos, não vai além de “Independência ou Morte!”. Ademais, a falta de conhecimentos históricos pode ser conectada a queda no gasto governamental com educação desde 2016 reportado pelo Inesp, que, por sua vez, destaca uma sociedade que não prioriza sua própria identidade.

Portanto, é necessário que a valorização da história comece desde cedo atravéz das escolas. Estas devem realizar dinâmicas ao redor de acontecimentos históricos com o objetivo de estimular o pensamento crítico e incentivar a busca pelo conhecimento. É também responsabilidade dos pais ensinarem à seus filhos o hábito da leitura, já que grande parte do conhecimento histórico é encontrado na literatura. Somente assim poderemos ensinar às gerações futuras como não cometer nossos erros