Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país
Enviada em 20/09/2023
“O conhecimento é, em si mesmo, um poder”. Essa afirmação, atribuída ao filósofo Francis Bacon, pode ser facilmente aplicada às catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país, já que se ter esse conhecimento significa resgatar e preservar a tradição daqueles que contribuíram para que chegássemos ao ponto em que nos encontramos. Desse modo, agravam o quadro central a distorção de fatos históricos e o conservadorismo.
Nesse contexto, é evidente que o combate à distorção de fatos históricos é de su-ma importância. Isso se deve ao fato de que a falta de conhecimento histórico po-de abrir espaço para interpretações distorcidas e manipulações dos eventos passa-dos, que, por sua vez, podem ser utilizadas para fins políticos ou ideológicos. Prova disso, é a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que revelou que no Brasil, existe um grande número de jovens brasileiros com con-hecimento limitado sobre eventos históricos cruciais, como a ditadura militar. Essa falta de informação pode tornar as gerações mais jovens suscetíveis a narrativas distorcidas que buscam reescrever ou minimizar aspectos negativos da história.
Além disso, o conservadorismo enraizado na sociedade brasileira, cristaliza ainda mais essa conjuntura. Conforme destacado pelo historiador Arthur Meier, “a histó-ria é a grande mestra da humanidade; o passado é a chave para o presente e a ga-rantia do futuro.” Isso mostra como conhecimento da história nacional permite que as pessoas entendam como as tradições, valores e ideologias evoluíram ao longo do tempo, incluindo as raízes do conservadorismo. Por isso, conhecer a história do próprio país é fundamental para construir uma sociedade mais inclusiva e consci-ente das nuances do seu desenvolvimento histórico.
Portanto, diante da situação exposta, o governo federal, através do Ministério da Educação, deve lançar o programa “História na Alma”, que, por meio de campanhas educacionais, amplifique o acesso da população à história do Brasil. Isso incluirá que nas escolas sejam feitas workshops e palestras que mostre a importância des-se estudo na sociedade, além da democratização de museus, disponibili-zando dias que sejam gratuitos o acesso a todos. Com isso, criando uma sociedade imersa na construção histórica do país e resgatando raizes distante do conservadorismo.