Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país
Enviada em 15/09/2024
“Um povo sem conhecimento, saliência de seu passado histórico, origem e cultura é como uma árvore sem raízes”. Essa frase do cantor jamaicano Bob Marley reflete muito bem a situação social atual do Brasil, onde há pessoas que acreditam em absurdos, como o de que a ditadura militar foi o melhor para o país e o de que os nazistas estavam corretos em exterminar os judeus. Isso se deve à falta de interesse da população em saber sobre a história de seu país e a do mundo e à disseminação de fake news.
Primeiramente, a educação brasileira vem sofrendo ataques, em especial os professores, taxados hoje como “esquerdistas” pela extrema direita. A prova disso é a tentativa da implantação do homeschooling, que deveria ser apenas para casos especiais, mas pais buscam implantá-lo sob o argumento de que querem educar seus filhos em casa por questões religiosas e políticas. Isso faz com que a desinformação seja mais espalhada do que a informação, como a de que a Terra é plana, ou com a romantização de acontecimentos históricos, como a do nazismo e a ditadura militar, dando a falsa percepção de que foram necessários e negando as atrocidades cometidas.
Por conseguinte, as fake news contribuem para a repetição dos erros do passado, como a polarização política. É como se voltássemos aos anos 60, com a guerra entre o sistema econômico capitalista (Estados Unidos) e o socialista (União Soviética). Mas, isso não cabe mais. Por isso, adaptaram o discurso como sendo uma disputa entre a direita e a esquerda, sendo considerados fascistas aqueles que se identificam com a primeira ideologia e de comunista quem pensa como a segunda. Uma briga de discurso que não se preocupa com a verdade.
Portanto, é preciso que o Ministério da Educação crie um programa, que vai desde a educação infantil até o Ensino Médio, sobre as fake news e seus reflexos sobre a sociedade. Mas, para isso, é preciso investimentos em tecnologia nas escolas públicas por parte dos governos federal, estaduais e municipais. Além disso, faz-se necessária a criação de leis que punam com mais rigor as fake news, prevendo prisão de até 10 anos e multa de R$ 1000 a R$ 100.000, tanto da pessoa física quanto das redes sociais.