Catástrofes sociopolíticas: a importância de conhecer a história do próprio país

Enviada em 04/05/2025

De acordo com Edmund Burke, um povo que não conhece a própria história está condenado a repeti-la. Esse conceito se encaixa na realidade brasileira, caracterizando-se com a mesma problemática no que diz respeito à importância de conhecer a história do próprio país. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de conhecimento e de questões políticas.

Em primeira análise, a falta de conhecimento mostra-se como um dos desfios à resolução do obstáculo. Nesse sentido, a visão do sociologo Zygmunt Bauman, de que ‘‘Muita informação não significa sabedoria’’ cabe perfeitamente. Desse modo, com a evolução tecnológica, as informações se tornaram mais acessíveis, mas é notável que a maior parte da população não sabe utilizar os recursos disponíveis, muitas vezes sendo bombardiados por fakenews, outro fator que agrava a situação.

Outro ponto relevante, nessa temática, são as questões políticas. Conforme vivenciado por Policarpo, personagem do livro ‘‘Triste fim de Policarpo Quresma’’ de Lima Barreto, durante a revolta armada, o protagonista – ufanista e ingênuo– acreditava que Floriano Peixoto, atual presidente do Brasil, era um homem justo e honesto. Policarpo, assim como pessoas que nos dias atuais que negam a existência da ditadura militar, vivia na ilusão de um país perfeito, visto que não conseguia enxergar os defeitos da nação.

Portanto, é evidente que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é necessário que o Governo Federal, junto das mídias, proporcionem a divulgação educacional de eventos históricos, por meio de vídeos nas redes sociais e palestras nas escolas, para assim, orientar os cidadãos, a fim de garantir que os mesmo erros não se repitam. A partir dessas ações, é possível que tais falhas permaneçam no passado brasileiro.