Causas da persistência da invasão a terras indígenas no Brasil

Enviada em 23/06/2023

Desde os primórdios, a perseguição e aniquilação contra os indígenas esteve presente na história do país. Entretanto, por mais que tenham se passado milhares de anos, essa perseguição não teve fim e o desrespeito com os povos originários ainda se manifesta. Seja pela exploração de terras pelo agonegócio ou o descaso governamental, as invasões nas áreas dermarcadas ainda acontecem.

Conforme as invasões ocorrem, os casos de danos ao patrimônio indígena, explorações como furtos de madeira, discriminação etnico-cultural e até casos de mortes e violência contra a comunidade aumentam. Em 2021, o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) registrou a ocorrência de 305 casos do tipo, que atingiram pelo menos 226 Terras Indígenas em 22 estados do país. Com o intuito de tomarem as terras para uso próprio como o agronégocio, os principais invasores são os garimpeiros, mineradores, caçadores ilegais e fazendeiros, esses que abusam de seu poder para praticarem tais crimes e saírem impunes.

Sob o mesmo ponto de vista, o Estado também tem culpa pelas ocupações ilegais e violentas. Ainda que existam leis para proteção dos indígenas e da garantia ao direito de suas terras, elas se mostram extremamente ineficientes, pelo sentido de que os crimes continuam a acontencer e agora em escalas maiores. Isto é, quando não ocorrem invasões às suas terras é por que elas não são reconhecidas nem demarcadas. Segundo o Cimi, ainda há quase 600 terras reinvidicadas sem demarcação. Ou seja, o descaso é além da indiferença aos crimes cometidos, se trata de toda a negligência do estado que toda a comunidade sofre.

Diante do exposto, cabe a Funai (Fundação Nacional do Índio) fazer o seu papel e monitorar as áreas das reservas indígenas garantidas e as terras demarcadas com o uso de drones, afim de minimizar as invasões e conseguir punir os responsáveis quando essas acontecerem. Parelelamente a isso, promoverem meios de divulgação que ajudem a diminuir a invisibilidade dos casos, como manifestações ou posts informacionais na internet.