Causas da persistência da invasão a terras indígenas no Brasil
Enviada em 29/06/2023
De acordo com a Constituição de 1988, é dever da comunidade e do Estado proteger todo e qualquer patrimônio público e social brasileiro. Em paralelo à sociedade atual, nota-se, no entanto, a divergência existentes nas ações populares e estatais em relação à lei. Assim, é basilar combater as causas da contínua exploração e invasão das terras indígenas brasileiras.
Em primeiro lugar, há a internalização do “modus operandi” dos colonizadores europeus na população nacional. Dessa forma, a ganância e o espírito invasor propagaram-se como forma de herança para as gerações que sucederam as primeiras invasões no país, que tiveram, como foco, a exploração da mão de obra e recursos indígenas. Ademais, contribui-se para essa herança cultural, a carência do estudo aprofundado dos povos naturais nas escolas brasileiras, pois, da mesma maneira que estudantes da literatura e da arte,oriundos da europa, disseminaram as ideias de um povo bárbaro e aculturado, a educação brasileira as perpetuam.
A partir das causas supracitadas, tem-se o enfrentamento diario, por parte das comunidades originárias, da violência. Todavia, embora existam a demarcação das terras indígenas, elas não abrangem todos os povos e, quando existentes, são violadas e desprotegidas. Desde o “descobrimento” do Brasil, as comunidades aqui presentes foram perseguidas, exploradas e mortas, mas, aquelas que conseguiram sobreviver, deixaram como herança as histórias de tempos passados às gerações futuras. Na esteira desse processo, uma parte do patrimônio cultural dos indígenas e, por consequência, de todos os brasileiros, é perdido, logo, a história, intrínseca ao nascimento do que hoje é chamado Brasil e daqueles que fizeram a primeira e verdadeira exploração, é esquecida.
Por fim, urge que as razões da persistência da invasão a terras indígenas, que propagam a violência, sejam combatidas. Para isso, o Estado, na figura do Ministério dos Povos Indígenas em parceria ao Ministério da Educação, deve criar projetos que mitiguem tais causas e promovam a proteção. Tal proposta deve ser feita por meio do aprofundamento dos estudos dos povos naturais nos materias didáticos, barrando, assim, a alienação cultural e de leis para a demarcação e proteção das terras pertencentes aos comunidades indígenas, sendo que o não cumprimento gere consequências juridicas, como o pagamento de multas. Com isso, será possível vetar a herança colonizadora e fazer da pátria amada um lugar mais seguro.