Causas da persistência da invasão a terras indígenas no Brasil
Enviada em 04/08/2023
“Se o Brasil não for pra cada um pode estar certo que não vai ser pra nenhum” como cantou Samuel Rosa em “esmola”, em relação ao atual contexto de desigual-dade. Apesar dos avanços no que diz respeito a demarcação de terras indígenas, povos originários da terra ainda são vítimas de ataques e desrespeitos aos limites de suas terras. Dessa forma, é necessário reconhecer o garimpo e o descompro- misso governamental com a fiscalização das terras demarcadas no Brasil.
Em primeira instância, o garimpo vem se caracterizando pelo seu grave impacto no meio ambiente e nas comunidades da floresta amazônica. Nesse sentido, de acordo com a revista Nature, a extração do ouro é de extrema periculosidade para as águas, que se contaminam de químicos para dissolução do ouro e intoxicam todos os seres vivos que dela se alimentam. No entanto, o garimpo é dirigido não pelos garimpeiros que fazem a extração, e sim empresários que o bancam de longe a prática e a Bancada do Ouro no Congresso Nacional, que pela participação política, são capazes de driblar a lei. Consequentemente, o garimpo continua ameaçando a vida indígena na floresta.
Ademais, é fato que o descaso do Governo em relação as invasões em terras de-marcadas acentua a gravidade do problema. A fiscalização medíocre e a falta de investimentos na proteção dos povos e suas terras na amazônia caracterizam um cenário de insalubridade. Terras são demarcadas para atenderem as necessidades sociais indígenas, que com seus conhecimentos, a protegem. Ainda, a amazônia a-briga povos isolados, como Yanommamis, que vêm sofrendo abusos do homem branco que desmata e os mata. Consequentemente, o saber e históra indígena persiste sendo desvalorizado sistematicamente desde 1500.
Portanto, é mister que ações sejam tomadas para a amenização da conjuntura de persistência de invasões em terras indígenas. Para isso, é necessário que o poder Executivo, responsável ela aplicação das leis, exerça uma fiscalização mais rígida no território da floresta amazônica, visando a coibir o desmatamento e os ataques aos povos da região, para que de uma vez por todas, a população originária possa usufruir do seu bem mais precioso que é a terra. Somente assim o Brasil estará mais próximo de um país que seja verdadeiramente “de cada um”.