Causas da persistência da invasão a terras indígenas no Brasil
Enviada em 29/08/2023
O escritor uruguaio Eduardo Galeano afirma que “a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la”. Por isso, é imprescindível compreender as causas da persistência da invasão a terras indígenas no Brasil. De fato, esse quadro se deve a fatores como ao alto valor agregado as terras indígenas, como também, o difícil acesso de fiscalização da área. Logo, são necessárias medidas para mitigar tal problema.
Em primeiro plano, desde a chegada dos colonizadores os povos indígenas enfrentam tribulações, o que era para ser uma convivência amigável virou um ambiente de pura extorsão e conflitos para os nativos. Entretando, as ações do passado refletem no futuro, pois mesmo após 500 anos o capitalismo fala mais alto quando agricultores, mineradores pecuaristas invadem terras, garantidas por lei aos índios, em prol somente do capital. Assim, enquanto essas invasões não se tornarem prejuízo aos invasores, os mesmos vão continuar praticando tal ação.
Em segunda instância, segundo o polímata estadunidense Benjamin Franklin, viver é enfrentar um problema atrás do outro, o modo que você o encara é que faz a diferença. Na esteira desse pensamento, é possível perceber que estamos agindo de maneira equivocada no que tange a invasão de terras indígenas, pois mesmo sabendo da problemática não se tem investimentos para contratação de novos profissionais para maior ficalização dessas terras. À vista disso, enquanto uma mudança dos meios de combate para com esse problema não for levada a sério as ações existentes serão ineficazes.
Portanto, para que a realidade da persistência da invasão as terras indígenas no Brasil seja modificada, segundo orienta Eduardo Galeano, é míster que Estado e Sociedade atuem em conjunto. Dessa forma, cabe ao governo aumentar as físcalizações das áreas indígenas, assim como, elevar o grau de penalidade contra os invasores, por meio de maior contratação de profissionais para fiscalizar esses territórios e execução rígida da lei contra invasores, a fim de que no futuro as terras dos povos nativos sejam devidamente respeitas.