Causas da persistência da invasão a terras indígenas no Brasil

Enviada em 18/03/2024

Desde o período da colonização, as terras indígenas foram roubadas e saqueadas, levando caos e destruição para os povos nativos. Atualmente, essas violações ainda persistem, na qual os direitos das comunidades indígenas são constantemente silenciados e negligenciados. Notadamente, Esse cenário fatídico ocorre não só devido à omissão estatal, mas também pelas intensas práticas capitalistas.

De início, é fundamental notar que a indiligência governamental potencializa a permanência das invasões aos territórios indígenas, pois a falta de uma fiscalização efetiva está diretamente ligada ao aumento da atividade criminosa, motivada pela impunidade e fragilidade do sistema jurídico e institucional. Segundo o Art. 231 da Constituição Federal de 1988, é dever da União demarcar e proteger os direitos dos povos originários e seus territórios. De acordo com o Greenpeace em 2024, mesmo um anos após aos trágicos ocorridos no território do povo Yanomami, a atividade mineradora ilegal persiste e assola a comunidade, o que comprova a falta de sucesso do poder público em fiscalizar e punir os invasores.

Do mesmo modo, as intensas práticas capitalistas são alicerces à problemática, pois submergem todas as normas do país e ferem os direitos constitucionais. Segundo a teoria do “capitalismo parasitário”, proposta pelo filósofo Zygmunt Bauman, nesse cenário, a invasão a terras indígenas é a atividade parasita, e os territórios indígenas são seus hospedeiros, para agir e extrair todas as suas energias que, no caso provém da terra, sem se preocupar com consequências. De fato, esse cenário se concretiza, gerando impactos sociais, culturais e ambientais, devido à violação das demarcações, ao desrespeito aos direitos humanos e à violência gerada nos conflitos pela terra.

Portanto, a fim de minimizar os casos de invasão às terras indígenas, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos em parceria com a FUNAI - Fundação Nacional dos Povos Indígenas -, garantir os direitos e delimitações dos territórios dos povos originários por meio da implementação de políticas públicas, fiscalização e monitoramento dessas áreas, visando manter a equidade dos indivíduos e assegurar o apoio do Estado às comunidades indígenas.