Causas do aumento do consumo de álcool no Brasil

Enviada em 28/08/2025

O consumo de bebidas alcoólicas é uma prática historicamente presente na sociedade brasileira, associada a momentos de lazer, celebração e socialização. No entanto, nas últimas décadas, observa-se um crescimento preocupante e desenfreado nesse hábito, especialmente entre os jovens. Nesse sentido, é fundamental compreender as causas desse revés, dentre as quais a negligência governamental e a má influência da mídia, que são fatores que favorecem a disseminação do álcool e tornam seu consumo cada vez mais naturalizado no cotidiano.

Diante desse cenário, é válido ressaltar que a falta de aplicação da legislação brasileira é um fator determinante para a perseverança do infortúnio. De acordo com o ex-presidente dos EUA, mais relevante que a criação de uma lei é sua aplicação. Nesse seguimento, vê-se que essa concepção está corrompida em território nacional, pois, apesar de existirem leis que proíbem a venda a menores de 18 anos, muitas vezes essas normas não são fiscalizadas de maneira eficaz. Além disso, o preço relativamente acessível de algumas bebidas e a ampla disponibilidade em bares, supermercados e até em plataformas de entrega tornam o consumo ainda mais facilitado. Esse cenário gera um ambiente propício para que adolescentes e adultos aumentem sua ingestão, sem pensar nas consequências.

Ademais, salienta-se que o impácto negativo da mídia é outro fator que contribui para o aumento do impasse. “a imprensa pode causar mais danos que uma bomba atômica, e deixar cicatrizes no cérebro” afirma Noam Chomsky, desse modo, propagandas de cerveja, por exemplo, frequentemente associam o álcool a situações de alegria e popularidade, reforçando a ideia de que beber é sinônimo de diversão. Logo, essa naturalização contribui para que o consumo seja visto como algo socialmente aceito, o que acaba instimulando a adesão desde cedo.

Portanto, o governo -maior autoridade do país- deve propor políticas públicas mais eficazes, como campanhas socioeducativas que mostrem os riscos do consumo excessivo e uma fiscalização mais rígida da venda, por meio de palestras nas escolas e postagens nas mídias sociais, a fim de reduzir os impactos negativos dessa prática na saúde e na sociedade como um todo.