Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 07/10/2025
A Quarta Revolução Industrial caracteriza-se pela implementação das tecnologias no cotidiano dos indivíduos para garantir uma melhor qualidade de vida. Contudo, na sociedade contemporânea, há uma distorção dessa implementação, uma vez que a negligência estatal e a ignorância familiar contribuem para o avanço da dependência digital dos jovens e prejudica sua vida.
A princípio, denuncia-se o descaso governamental como uma das causas para a persistência do vício digital juvenil. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes afirma que o dever fundamental do Estado é garantir o bem-estar da população. No entanto, o governo, ao não regulamentar o tempo de tela do jovens, ao falhar na fiscalização midiática de conteúdos e plataformas que estimulem o uso excessivo das redes pelo usuário, ou não investir em políticas públicas contra o vício digital, falha em cumprir a proposta de Hobbes. Como prova disso, a carência de um Programa Nacional de Saúde voltado para a dependência digital evidencia a inefetividade do governo. Consequentemente, esse descaso permite o avanço da dependência.
Ademais, somado à negligência estatal, é necessário discutir sobre a ignorância parental mediante o uso excessivo das telas. Acerca disso, Platão, em sua alegoria “O Mito da Caverna”, aborda a história de indivíduos acorrentados, incapazes de ver o mundo além das sombras projetadas na parede. Nessa perspectiva, essa história platônica, relacionada a estrutura vigente, denuncia a ignorância parental (indivíduos acorrentados), que ao ver apenas as sombras (os filhos “quietos” usando o celular" ), falham em perceber a realidade: os malefícios psicosociais que o uso excessivo das telas pode causar. A família, que possui papel essencial na vida dos jovens, ao se aderir ao “analfabetismo digital”(usar o celular como uma babá eletrônica), contribui, consequentemente, para o maior uso das redes e o vício.
Portanto, é fundamental combater a dependência digital dos jovens. Para isso, o Ministério da Tecnologia e Comunicação deve criar campanhas, por meio de um projeto de lei, visando mitigar a desinformação parental, alertando-os sobre a necessidade de monitoriamento digital, com o intuito de combater o vício tecnológico. Dessa forma, a sociedade brasileira terá um melhor bem-estar.