Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 01/01/2021

Em 2004, Mark Zukenberg juntamente a outros colegas de faculdade fundaram o aplicativo Facebook, uma rede social que revolucionou a comunicação entre indivíduos - sobretudo entre os adolescente - no âmbito virtual. Hodiernamente, por conta dos avanços tecnológicos nos aparelhos eletrônicos, o aprimoramento da internet e a extensa oferta de  plataformas digitais, a inserção na cibercultura está aumentando exponencialmente e desencadeando a dependência digital nos jovens. Esse cenário se dá em decorrência da necessidade de aceitação social que, por consequência, faz com que o meio virtual prevaleça em detrimento da realidade. Pontanto, faz-se necessário a análise da problemática.

Covém destacar, a princípio, que as funções de comunicações presentes no meio digital permitem o compartilhamente de contúdo pessoal com um público que apresenta interesses semelhantes ao do compartilhante, à título de exemplificação, o Instagram utiliza um algoritmo que permite com que a plataforma indique conteúdos com base no histórico do usuário. Nesse sentido, em uma sociedade que apresenta realções superficiais e fugazes, conforme salientado pelo filósofo  Zigmunt Bauman, e com a necessidade de reprensentar um vida perfeita para a sociedade, as redes sociais são um ambiente perfeito para encontrar uma plateia para validar a encenação da vida ideal exigida na modernidade.

Como consequência, jovens que apresentam sintomas de dependência digital podem encontrar dificuldade no processo de socialização na vida real. Segundo o filósofo Ludwig Wittgenstein, o limite da linguagem determina o tamanho do mundo de um ser humano. Sob essa lógica, adolescentes que usufruem das ferramentas proporcionadas pela internet de modo irresponsável e acrítico apresentam uma concepção de vivência limitada ao ambiente virtual, o que culmina em uma inabilidade em compreender a realidade. Logo, é vital que medidas sejam tomadas para garantir o direito à saúde assegurado pelo Artigo 6° da constituição de 1988, documento máximo da democracia brasileira.

Diante desse impasse, é mister que medidas sejam tomadas com o intuito de que o direito a saúde seja universalizado para que os jovens não continuem sendo vítimas da dependência digital. Para tanto, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promova palestras direcionadas tanto para os pais quanto para os jovens com o intuito orienta-los acerca dos molefícios do uso indiscriminado dos recursos da internet. Ademais compele a família, gardiã legal das crianças e edolescentes de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), garantir que os jovens não tenham o seu bem-estar prejudicado pelo uso excessivo da internet. Somente assim, será possível garantir que a dependência digital seja amenizada.