Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 02/01/2021

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, houve um grande desenvolvimento na área da tecnologia, principalmente com a invenção dos computadores e, posteriormente, da internet. Esses surgimentos, apesar de muito importantes para o avanço da sociedade, ainda hoje seguem a gerar dependência em seus usuários, sobretudo nos jovens. Essa compulsão se deve à intensa exposição digital a partir da infância e, em consequência, traz ao indivíduo dificuldades no que se diz respeito ao convívio social.

A princípio, no século XXI, desde pequenos, como uma forma de distração dada pelos pais, eles têm contato com a tecnologia, o que, futuramente, resultará em dependência digital. Isso se comprova com o dado do estudo realizado pelo King’s College de Londres, de que 25% dos jovens apresentam vício no aparelho celular. Nesse sentido, observa-se que é natural haver certa compulsão digital por parte da nova geração, visto que desde muito cedo eles convivem com a tecnologia e, conforme crescem, são cada vez mais rodeados por aparelhos eletrônicos.

Em consequência dessa prematura exposição digital, molda-se uma geração que possui dificuldades para conviver socialmente. Essa situação é ilustrada com o pensamento do criador da empresa Apple, Steve Jobs, de que a tecnologia move o mundo. Todavia, no contexto contemporâneo, nota-se que ela está ditando o rumo do planeta em direção ao regresso, já que o vício digital exige longos períodos de uso tecnológico, o que acaba por diminuir o contato social e, assim, influencia negativamente nas relações pessoais.

Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de combate à dependência digital dos jovens nos dias atuais. Em primeiro plano, cabe ao Ministério da Saúde, por meio da rede nacional de televisão, orientar os pais a regularem o tempo que seus filhos utilizam a tecnologia na infância, sugerindo outras formas de distração, para que assim, os jovens do futuro não tenham de lidar com esse vício. Além disso, as prefeituras deveriam, por intermédio de uma parceria com as escolas, ofertar psicólogos que orientem os alunos sobre o risco da dependência digital e ajudem os indivíduos que possuam esse problema, em todas as escolas de nível fundamental e médio do município semanalmente, para que dessa forma, os jovens não adotem esse ato compulsivo, ou ainda se libertem dessa “hiperconectividade”. Assim, esse problema deixará de ser contemporâneo e se tornará um evento do passado, assim como foi a Segunda Guerra Mundial.