Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 01/01/2021

Em demasia tudo é toxico

A revolução industrial no século XVIII, pincipiava mudanças na maneira de produzir e consumir, a evução tecnológica não teria limites nos anos seguintes. Viver em uma era digital implica, sobretudo aos mais jovens, estar imerso a uma dinâmica acelerada que traz consigo a benesse do acesso ilimitado de informações, mas também consequencias danosas à saúde quando seu uso é desmedido.

Primeiramente, entender a raiz está não no acesso à tecnologia mas na atenção dada aos limites desse envolvimento. Desse modo, no Brasil ainda não é considerado doença a dependencia digital, mas visto como transtorno passível de acompanhamento psicológico. É importante evidenciar que o uso de internet e seus benefícios não caracterizam a dependencia, mas sim o isolamento descontrolado da vida real, podendo a partir daí desenvolver ansiedade, depressão ou ainda transtorno obsecivo compulsivo, segundo a OMS.

Além disso, o acesso à conectividade não da garantias quanto a qualidade da informação que está sendo consumida, haja vista que a manipulação da informação, “fake news” ser um câncer tão comum nas redes. Assim, o filósofo Zygmund Bauman faz uma reflexão sobre um período em que se vive uma liberdade ilusória, já que o mundo globalizado não só possibilitou novas formas de interação com o conhecimento, mas abriu vieses para manipulação e alienação. A exemplo disso, as eleições presidenciais nos EUA e no Brasil foram um panorama de como a manipulação da verdade com o uso da internet pode ser capaz de interferir na democracia. A dimensão dessa problemática é possivelmente imensurável, pois jovens são os principais alvos já que estão amplamente conectados, e em processo de formação de opinião cuminam bombardeados por noticias ludibriantes nas redes.

Por conseguinte, jovens contemporâneos inevitavelmente vivem diariamente conectados, contudo o acesso às tecnologias não se trata de um problema e sim o desequilibrio em seu uso. Esse desequilíbrio pode estar figurado no abandono gradual da vida real ou ainda na descontrução do saber diante do consumo de “fake news”, portanto para concientização da população, sobretudo os jovens, é mister que o Estado, por meio do MEC promova campanhas publicitárias usando as redes sociais como canal que advirtam o usuário dos malefícios que podem estar associados ao uso demasiado das redes sociais, alertando para a necessidade de cuidados com a saúde mental, bem como os perigos relacionados à alienação, sugerindo a busca de informações por fontes variadas a fim de minimizar os riscos de estar sendo manipulado. Assim, entender que as melhores coisas, ainda que essenciais no dia a dia, em overdose tornam-se invariavelmente tóxicas.