Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 02/01/2021

A obra cinematográfica “Wall-e”, produzida pela Disney Pixar, retrata um futuro distópico, no qual os indivíduos tornaram-se obesos devido ao excesso de facilitadores virtuais no dia-a-dia. Analogamente, fora das telas, o exacerbado uso digital caracteriza-se extremamente nocivo à saúde vital e psíquica civil, tendo como principal grupo atingido os jovens. Nesse sentido, seja pela recente iniciação infantil no mundo cibernético ou pelo afastamento da realidade ocasionado pelo meio informacional, o número de adolescentes dependentes de tecnologia cunha-se preocupante e, por isso, carece de cuidados.

Previamente, é relevante salientar o contato infanto-juvenil cada vez mais precoce com artefatos cibervirtuais. À medida que a Revolução Tecnico-Científica Informacional instituiu-se, durante o século XX, o acesso à tecnologia - antes restrito aos Estados - foi facilitado para a população. Entretanto, as inúmeras possibilidades geradas pela internet - como recursos pedagógicos e aproximação de distâncias - repercute em uma oferta parietal acelerada de recursos virtuais aos jovens, tendo como resultado pequenos já educados com a presença digital. Consequentemente, a amenização da frequência do uso torna-se dificultada, sendo maior a propensão ao vício. De acordo com o filósofo Epicuro, no entanto, o homem deve desvincular-se de todos os excessos para atingir a plenitude. Desse modo, instituir um controle sobre o tempo jovial nas redes é essencial.

Ademais, o espaço virtual cria uma vivência secundária para os cidadãos, muitas vezes afastando-os do prisma real. Nesse viés, conforme a modificação de realidade - a partir de filtros estéticos e falsas postagens - e a aquisição de informações são extremamente rápidas mediante ao virtual, a preferência pelo ramo cibernético é alarmada entre os menores. Contudo, o crescente estresse, bem como o descuido com atividades físicas, são inferências corriqueiras entre os jovens conectados. Prova disso são os dados da Organização Mundial da Saúde,que revelam 20% dos jogadores digitais possuírem transtorno de ansiedade. Logo, inferir um tempo desconectado aos adolescentes faz-se fundamental.

Portanto, ações são indispensáveis para amenizar as consequências da dependência jovial. Dessa forma, enfraquecer a utilização das redes sociais pelos menores de idade, por meio do corte de sinal das plataformas após ás 22:00 horas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, é crucial a fim de ter adolescentes menos viciados. Para isso, um mapeamento de contas seria necessário, na intenção de que apenas perfis juvenis sejam afetados. Outrossim, a proibição de celulares nos centros de ensino, por intermédio de uma ementa legislativa feita pelo Congresso Nacional, é fundamental no intuito de que a capacidade de socialização reascenda entre os menores. Apenas assim a previsão de Wall-e não será efetivada no Brasil contemporâneo.