Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 24/01/2022

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os cidadãos o direito e respeito ao bem-estar social. No entanto, percebe-se que esse pressuposto não empregado adequadamente no Brasil , em razão das causas e consequências da dependência digital dos jovens. Com efeito, há de se examinar não somente a inoperância governamental no que tange na ausência de medidas para romper com a compulsão digital, mas também a falta de comprometimento das instituições de ensino, como fatores ligados à problemática em questão.

Em primeiro plano, vale salientar, que a negligência estatal influencia consideravelmente na constância do vício digital dos adolescentes . Sob esse viés, o filósofo iluminista John Locke, desenvolveu o conceito de contrato social, em que o estado é responsável pelo bem-estar coletivo. Contudo, a máquina administrativa rompe a tese de Locke, uma vez que ,não proporciona o desenvolvimento de programas que tencionam campanhas de alerta aos perigos da dependência digital a saúde física e mental dos jovens . Nessa lógica, ainda que a Constituição federal assegura o direito à saúde mental de qualidade ao acesso serviços que a promova, o poder público inoperante não proporciona o pleno desenvolvimento dessa garantia moral, pela escassez de aplicações financeiras nos projetos de tratamento às pessoas vítimas de servidão digital acentuando o impasse.

Outrossim, cabe ressaltar que, no ambiente escolar, existe uma carência na abordagem básica sobre às consequências da dependência digital. Isso porque a Base Curricular Comum não apresenta uma disciplina que aborde tal temática Segundo Rubens Alves, importante educador brasileiro, as escolas podem ser comparadas a asas e a gaiolas, pois, permitem que os estudantes permaneçam desprovidos informações pertinentes sobre como evitar a abstinência midiática. Consequentemente, os jovens são coagidos ao consumo alienado e desenfreado das plataformas midiáticas, sendo vítimas pela busca de padrões de beleza, likes, seguidores, afetando-se a saúde mental e emocional.

Infere-se, por conseguinte, o quão mister é a observação crítica dos fatos que reflete a urgência de medidas para solucionar a questão da compulsão digital. Destarte, cabe ao Ministério da Educação órgão responsável pela formação civil juntamente com Ministério da saúde levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer mediante a modificação de parte da carga horária teórica da BNCC, por meio de iniciativas interdisciplinares que envolvam debates ,feiras instrutivas e mesas redondas, com a participação de especialistas, que ensinem o uso consciente de conteúdos midiáticos. Com o fato de despertar o interesse dos alunos pelo tema, e conter as consequências desse consumo alienado, ao mesmo tempo, que desenvolvem o seu discernimento cultural e cidadão.