Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 02/01/2021
No documentário televisivo “O dilema das redes”, profissionais que participaram da criação das principais redes sociais – Whatssap, Facebook, Instragram, Twitter – debatem como o meio online tornou-se um perigo à humanidade. Tal como no campo audiovisual, de fato, a dependência digital é um problema contemporâneo, sobretudo aos jovens. Assim, analisar as causas e consequências desse cenário são fundamentais para minimizá-los.
Em primeiro lugar, o meio tecnológico é fundamental para aprimorar os meios de trabalhos e de estudos, pois a troca de informações é instantânea. Entretanto, analisa-se que cada vez é mais difícil se desligar da rede, impactando de diversas formas a vida individual. O filósofo Zigmund Bauman criou o conceito de “Retropia”, visto que, de acordo com o mesmo – o futuro tem mais vícios que virtudes – sendo assim, questiona-se a volta para práticas passadas ou continuar rumo às dependências. Dessa forma, fica claro que a nova geração deve aprender a gerir seu tempo na internet para que não sofra os impactos negativos.
Em consequência, a saúde, vida social e, até mesmo, personalidade individual são danificadas. Semelhante ao voto de cabresto, forma de coerção social da República Oligárquica, o ambiente virtual influência a vida dos cidadãos, desde o posicionamento político ao que vestir. De acordo com o Ministério da Educação. O uso de smartphones pode liberar endorfina no sistema nervoso central, agindo como uma droga. Dessa maneira, a vida saudável dos usuários é afetada, já que a alta exposição acarreta distúrbios psicológicos e físicos, como ansiedade, isolamento social, problemas na visão, entre outros.
Portanto, urge que os males do uso excessivo de aparelhos portáteis sejam amenizados. Logo, o Ministério da Educação, em parceria com as famílias, deve conscientizar os jovens e crianças de que os mesmos controlem o tempo de uso das redes virtuais, por meio de rodas de conversa sobre a temática, atrelada a uso de aplicativos que definam um tempo diário de uso dos celulares, a fim de que a nova geração tenha uma ferramenta e não uma dependência. Assim sendo, os criadores de aplicativos não pensariam que criaram espécies de armas.