Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 02/01/2021
As transformações que ocorreram com a Revolução informacional redefiniram, de forma expressiva, as relações sociais a partir do século XX. Nesse cenário, a dependência digital tornou-se um problema constante na contemporaneidade: Segundo um estudo britânico, 1 em cada 4 jóvens encontra-se viciado no celular. Isso ocorre, em grande parte, devido à fragilidade legal e educacional.
Em primeira análise, nota-se, por parte do sistema legislativo de muitos países como o Brasil, a ausência de leis satisfatoriamente efetivas para controlar a exposição excessiva de jóvens na internet, contrastando com a tese de Pierre Bourdieu. O sociólogo, na obra “O Poder Simbólico”, defende que os mecanismos criados pela democracia não devem ser inertes no corpo social. Entretanto, ocorre, frequentemente, a flexibilização de leis que regulem a atividade “online” de jóvens. Consequentemente, o Estado torna-se um agente impulsionador da dependência digital.
Ademais, é evidente que a metodologia rudimentar aplicada em muitas instituições de ensino é um entrave. Esse viés fundamenta-se na compreensão de que as instituições educacionais são responsáveis por desenvolver o senso crítico do aluno. Assim, a introdução limitada de atividades didáticas que auxiliem o estudante a entender a importância de controlar o tempo de exposição na internet é uma das causas mais relevantes da dependência digital de jóvens. Nessa perspectiva, no livro “Pedagogia do Oprimido”, Paulo Freire pontua constantemente o papel da educação como ferramenta de obtenção da criticidade.
Portanto, medidas devem ser efetivadas para equacionar o quadro em questão. Logo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de anexos à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - como a obrigatoriedade de horas-aula sobre o controle do uso excessivo das tecnologias de informação -, deve promover a redução da dependência digital. Com isso, espera-se que os alunos tenham uma formação educacional crítica e adaptada à Revolução Informacional.