Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 04/01/2021
No primeiro episódio da série britânica Creepd Out, ou Diário de Horrores, o personagem Jarck vive momentos de terror ao notar que perdeu a noção do tempo em jogos eletrônicos e já passaram-se meses dos quais não sabe nada que aconteceu na sua vida. Não longe da ficção, o cenário tende a repetir com jovens dependentes do meio digital, que passam o dia em jogos ou redes sociais. Nesse sentido, tal tema deve ser discutido por dois caminhos, são eles: a educação e as políticas públicas.
Convém ressaltar, primeiramente, que o sistema escolar deficiente e o decaso familiar estão entre as causas do problema, tendo em vista que esses apresentam as crianças, cada vez mais novas, a tal meio viciante. Logo, o sociólogo Emile Durkheim determinou que o governo, a escola e a família são as instituições que formam a coesão da sociedade. Todavia, diversas vezes a base familiar desses jovens é escassa, outro fato é que a crise pandêmica, em 2020, desistruturou muitos lares e os filhos, sem devido controle dos pais, centraram suas atenções no mundo virtual. Assim, ressalva-se a importância da educação na vida dos jovens, pois, uma vez exposto ao virtual e sem controle familiar resta à escola o dever de promover a educação digital aos seus alunos e formar a coesão social determinada por Durkheim. Do contrário, esses jovens irão desenvolver vicio digital e terão uma vida degradada.
Ademais, em consônancia com a educação é importante as políticas públicas, as quais tem por definição reintegrar na sociedade jovens já dependentes da digitalidade. Dessa forma, o filósofo Rousseau afirmou que o progresso de uma sociedade está intrinsecamente ligado à autonomia social dos cidadãos que a compõe. Nesse contexto, sem ações públicas satisfatórias jovens viciados não apenas deixarão de ter autonomia na sociedade, bem como terão um agravamento no quadro de dependência digital com o surgimento de outros transtornos psicóticos. Por consequinte, um país que não protege e nem reintegra seus constituentes jamais alcançará o progresso almejado.
Dessarte, para solucionar o impasse torna-se primordial a adoção de medidas que ultilizem a educação e a aplicação de políticas públicas. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as prefeituras munícipais, inserir no ensino regular aulas sobre os males da dependência digital, orientadas por professores capacitados. Para isso, será preciso uma mudança na grade curricular, fazendo uso do sexto horário, o que deve ocorrer nas aulas onlines atualmente ministradas e também após o retorno das aulas presenciais. Com o propósito de educar os jovens sobre o meio virtual. Outrossim, cabe ao Ministério Público implantar políticas públicas efetivas que irão reitegrar os jovens dependentes novamente na sociedade, melhorando de tal maneira de qualidade de vida desses. Somente assim, esse problema será erradicado e o país alcançará o progresso desejado.