Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 02/01/2021

Verifica-se que, com o advento da Revolução Industrial e, posteriormente, a globalização, o homem passou a consumir os produtos ofertados de modo compulsório. Diante disso, devido à popularização da Internet houve a expansão e influência midiática sobre o indivíduo, o que acarretou no aumento de transtornos e doenças ligados à utilização das redes sociais na população. Logo nota-se esse consumo compulsório influenciado pela mídia, tanto na busca incessante à perfeição, quanto por estímulos causados pelas plataformas que aprisionam os seres humanos a um ideal utópico.

À priori, é válido frisar que, a busca insistente à perfeição tem “raízes” históricas. Desde a Grécia Antiga, a figura do belo é considerada o padrão a ser alcançado, analogamente aos dias atuais, esse padrão tornou-se regra, já que o número de cirurgias plásticas e estéticas como a bariátrica e a lipoaspiração tem crescido nos últimos anos, o que ocasionou no surgimento de distúrbios alimentares, por exemplo: bulimia, anorexia e vigorexia. Dessa forma, a mídia possibilitou no aumento desses transtornos ao influenciar, negativamente, ao consumo inadequado à utilização das redes sociais.

Ademais, observa-se também que, os estímulos causados pelas plataformas digitais aprisionam, cada vez mais, os seres humanos a um ideal ilusório. De acordo com a pesquisa realizada pela Universidade de Havard, nos Estados Unidos, esses estímulos liberam no cérebro substâncias químicas como dopamina, ocitocina e serotonina, as quais são responsáveis pelo prazer no homem. Segundo o documentário “o dilema das redes”, da netflix, essas substâncias são usadas por interfaces, por exemplo: Facebook, Instagram, Twitter; para aprisionar o indivíduo, no maior tempo possível, a seguir uma falsa felicidade, o que proporciona em doenças relacionadas a ansiedade, sendo a mais conhecida delas: a depressão.

Logo, é imprescindível que o aumento de transtornos e doenças referentes ao uso das redes seja combatido. Para isso, é necessário que o poder legislativo crie leis mais rigorosas quanto ao abuso da influência midiática sobre os indivíduos, como também, as plataformas sociais previnam, adequadamente, os seus usuários no tocante a utilização compulsória dos produtos oferecidos. E ainda, urge que o Ministério da Saúde informe e realize campanhas a fim de mobilizar a população ao cuidado com a saúde mental, proporcionando terapias em grupo as comunidades, com psicólogos e psiquiatras. E que assim, a sociedade desenvolva-se plenamente.