Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 03/01/2021

Se por um lado a internet, surgida na segunda metade do século XX, contribui para a democratização do acesso à informação e fomenta a globalização; por outro a mesma apresenta um caráter extremamente negativo, isto é, seu uso desmedido pode ser vicioso e destrutivo, especialmente para o grupo mais exposto à tecnologia: os jovens. Destarte, a constatação desse impasse abre espaço para o diálogo e elaboração de possíveis estratégias de combate a essa dependência da contemporaneidade.

A priori, é imperioso destacar que, em função das redes sociais e de entretenimento, jovens internautas estão cada vez mais passíveis ao predomínio das relações digitais sobre a vida social, o que os desprepara para situações reais e torna a internet uma substância estimulante, todavia tóxica. Outrossim, esse uso desregulado corrobora para o surgimento de outras doenças, como depressão e ansiedade, e é portanto, um imbróglio de saúde pública de responsabilidade governamental.

Por conseguinte, vale destacar que esse é um desafio que concerne toda a comunidade mundial, e que determinados países, como a Coreia do Sul, estabelecem leis para controlar o uso excessivo de equipamentos, tecnologias e afins para menores de 18 anos. Por outro lado, o documentário “O dilema das redes”, por exemplo, elucidada os prejuízos do vicio digital dos adolescentes no relacionamento de uma família norte americana – ao passo que esses tornam-se cada vez mais dependentes das redes sociais online, mais distanciam-se um dos outros.

Diante desse cenário, fica evidente a urgência de medidas para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira acerca do problema, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), a criação, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem a importância do controle do tempo do uso das tecnologias digitais, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de gerir o próprio tempo na rede com maior responsabilidade. Outrossim, urge que o Ministério da Saúde crie programas públicos de tratamento psicológico para jovens com saúde prejudicada pelo uso excessivo da internet. Somente assim, será possível caminhar para uma sociedade mais consciente quanto às consequências dos excessos da tecnologia.