Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 05/01/2021

Com o advento da Revolução Tecnológica, o mundo tornou-se mais complexo e globalizado, por conseguinte, houve a digitalização dos meios informacionais, de comunicações e entretenimentos. Entretanto, essa nova realidade foi suficiente para gerar impactos negativos na rotina dos jovens brasileiros, tal como o fomento à dependência digital. Desse modo, é importante compreender que isso é fruto inegável da superexposição humana à internet. Nesse sentido, entre os princípios que sustentam essa problemática, pode-se mencionar a alienação, bem como o distanciamento social como causa e consequência desse problema.

Convém ressaltar, a princípio, que a alienação compactua com a permanência da subordinação digital entre os jovens no Brasil. Assim, ressalta-se que essa situação é decorrente do nível de engajamento, distração e criatividade que é proporcionado pelas ferramentas tecnológicas -Youtube, Instagram e Facebook-, uma vez que manipula o comportamento vicioso e oferece um sentimento prazeroso às pessoas. Dessa forma, é criado um ambiente análogo ao “Mito da Caverna” de Platão, visto que o indivíduo enxerga somente as sombras projetadas, as quais se configuram como os únicos conhecimentos que os prisioneiros têm do mundo exterior. Exemplo disso é o relato da mariana à British Broadcasting Company, a qual utilizava a internet como uma fuga e tornou-se dependente.

Em consequência disso, vem à tona o isolamento social. Portanto, sabe-se que a juventude é uma etapa primordial para que as pessoas conquistem o seu próprio espaço, criem laços afetivos e determinem escolhas. Contudo, com a desvinculação do mundo real e exposição excessiva ao mundo virtual torna-se raro e completamente fora do cotidiano o hábito de interagir em sociedade, dado que há a formação de bolhas de conhecimento na rede que dão a sensação de conviver apenas com o que quer e quem deseja. Prova disso é o estudo do psicólogo Larry Rosen, o qual apontou que os usuários apresentam disfunções em comum que estimulam o distanciamento, tais como características narcisistas, comportamentos antissociais, tendências agressivas e manias.

Diante disso, é evidente a necessidade de mudanças capazes de erradicar essa problemática. Logo, cabe às famílias restringirem o acesso aos computadores, celulares e videogames nos domicílios, por meio da formulação de horários de interação e lazer com os familiares, com o objetivo de estimular e educar no próprio lar acerca dos limites às novas tecnologias, no intuito de mitigar a alienação existente. Além disso, cabe a mídia, principal veículo de informação, criar campanhas que abordem as consequências da dependência digital, com foco no isolamento social, por intermédio de propagandas televisivas, com o fito de conscientizar os jovens, a fim de promover a convivência em sociedade.