Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 04/01/2021

Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, o uso dos meios digitais tornou-se presente nas diversas relações humanas. No entanto, ao passo que esses mecanismos servem para inovar e para facilitar, a utilização exacerbada e irresponsável é capaz de gerar consequências negativas aos indivíduos. A exemplo dessas resultâncias, pode-se apontar os danos causados aos jovens, principal grupo usufruidor das novas tecnologias, os quais são afetados na esfera pessoal, no ambiente acadêmico e transformam-se em reféns desses meios. Assim, é necessário analisar as motivações e os efeitos causados pela dependência digital do público juvenil atualmente.

A princípio, cabe pontuar os fatores que fomentam a problemática do vício eletrônico da população contemporânea. A falta de aprendizado sobre o modo correto e consciente de utilizar os meios digitais, o baixo incentivo à práticas benéficas, desprovidas de tecnologia, como leitura e exercícios físicos e a escassez de monitoramento familiar são elementos ocasionadores dessa obsessão. Além disso, é crucial citar o conceito de Indústria Cultural, proposto por Adorno e Horkheimer, em que demonstra-se o poder alienador e coercitivo do meio computacional, o qual produz conteúdos e produtos específicos para induzir a compulsão desse público, sem medir as consequências.

Por conseguinte, a soma desses componentes acarreta resultados negativos para o sujeito. O isolamento social, a ocorência de doenças mentais e a alienação, motivadas pelo meio eletrênico, são decorrências que arruinam o ser na aprendizagem e na socialização. Posto isso,  como ilustra o documentáio da Netflix: “O Dilema das Redes”, o jovem recorre ao refúgio das mídias digitais com o objetivo de ausentar-se do mundo físico, até tornar-se prisioneiro dessa rede e não ser capaz de controlar o tempo exposto ao mundo virtual e aquele usado com o que é real.

Portanto, fica evidente a importância e a urgência na mudança desse panorama. Logo, cabe às instituições escolares e às famílias ações para controlar e monitorar o uso dos jovens nos dispositivos eletrônicos e a realização de ocupações com o intuito de ausentá-los dos meios digitais. As práticas podem ser iniciativas como atividades desportivas para integrar os juvenis, bem como oferta de conversações e palestras com psicólogos, para alertar e instruir sobre os riscos do uso indiscriminado dos meios tecnológicos e execução de rodas de leitura para discutir sobre temas atuais e incentivar esse público. Só assim será possível desfrutar de maneira proveitosa da Revolução Técnico-Científico-Informacional.