Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 09/01/2021

No verso citado pelo poeta Fabrício Carpinejar, ‘’na infância  bastava sol lá fora e o resto se resolvia’’, nota-se uma grande ironia da vida. Analisando o conceito e relacionando-o à contemporaneidade, as crianças e jovens preferem as telas dos aparelhos digitais, ao invés de realizar outras atividades. Sob esse viés, torna-se necessário ponderar acerca da falta de fiscalização por parte dos pais para o tempo que os seus filhos passam no seus smartphones e a juventude que não conseguem controlar a quantidade de uso nos celulares.

Diante desse cenário, é interessante avaliar a ausência de monitoramento dos pais em relação ao prazo dos seus filhos acessarem à internet. Conforme o Art. 229 da Constituição Federal, atribui aos pais o dever de assistir, criar e educar os filhos. Nesse sentido, os pais são os maiores responsáveis para impor restrições ao que eles acessam e administrar o tempo que eles passam nessas plataformas digitais, tendo em vista, os inúmeros malefícios que essa ferramenta pode proporcionar quando é usado em excesso, como prejuízos nas áreas pessoal, familiar, social e educacional. Assim, consta-se a obrigação e o cuidado que os pais devem ter em acompanhar e limitar o acesso de seus filhos na era digital.

Além disso, cabe abordar a depedência digital enfretadas pelos jovens. Isso porque alguns adolescentes passa a desvincular-se da sociedade para permancer mais tempo nas redes sociais. Esse contexto relaciona-se com a obra ‘‘A cidade e as serras’’ do escritor Eça de Queirós, relata uma reflexão sobre as consequências do apego exagerado à tecnologia, expondo a alteração comportamental dos indivíduos diante o uso excessivo da internet. Desse modo, esse transtorno provoca na vida dos jovens problemas de saúde mental, isolamente e irritabilidade.

Dessarte, fica clara a necessidade de combater a dependência digital entre os jovens. Portanto, a família, como provedor de construções éticas, sociais e emocionais nos indivíduos, deve criar regras para a quantidade de uso de internet dos seus filhos, por meio de estipulação de horários, em parceria de profissionais de saúde, como psicológos e psquiátricas para auxiliar os jovens que sofrem desse transtorno, a fim de promover a saúde e o bem-estar mental. Dessa forma, será possível a construção de uma sociedade menos dependente dos aparelhos digitais.