Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 04/01/2021
O artigo 196 da Constituição federal garante à todos os brasileiros o direito à saúde através do Estado. Todavia, esse direito é altamente negligenciado aos jovens que sofrem os malefícios de uma dependência digital causada pela manipulação de dados por parte das empresas de tecnologia, que é responsável por prejudicar o psicológico dos afetados.
Inicialmente, é notável que o surgimento do vício digital dos jovens é responsabilidade da iniciativa privada, que coleta e analisa dados gerados pela juventude através do uso da internet e elaboram produtos publicitários buscando engajamento baseado em necessidade e investimento de tempo. Ou seja, empresas manipulam o conteúdo visando prender a atenção jovial por mais tempo nos meios digitais, como no escandâlo em 2016 da Cambrydge Analytica, que comprou dados dos membros do Facebook para criar campanhas publicitárias e eleitorais com base no que fazia as pessoas reagirem com mais intesidade e consistência.
Sendo assim, é visível o impacto corporativo sobre o consumo e engajamento da junvetude, tornando importante evidenciar as principais consequências negativas de tal. Destaca-se, então, o causamento da Síndrome de FOMO, que se manifesta através de estresse e ansiedade àqueles que se sentem excluídos dos meios digitais em períodos de longa abstenção. Além disso, de acordo com levantamento da revista “PLOS ONE”, a FOMO afeta diretamente a percepção individual e a auto-estima dos jovens afetados.
Destarte, é necessária intervenção do Governo Federal, que deve criar um plano de contenção de danos por meio do Ministério da Saúde, fazendo campanhas publicitárias conscientizadoras sobre os riscos da manipulação de dados na internet e garantir atendimento psicológico gratuito através da rede pública de hospitais para jovens dependentes digitais, garantindo-os o direito constitucional e universal à saúde e um livramento do possível vício causado pelas empresas.